First Post [hope you like it ^^]

Mazaahh!!! Entrando na onda de blogs =]

Bom, oi… eu sou o Goku, digo, a Carol 😛
Por que criar um blog? Simples: sempre achei legal, mas não tinha muita paciência de ficar arrumando, atualizando e tal. Mas agora tenho o que postar! Sim, um continho que estou escrevendo, nada que se possa dizer: “Puxa, ela coloca o Tolkien no chinelo”, não, nada disso… ehehehe!!!

Aqui quero partilhar um pouco dos meus devaneios… eu escrevo já faz muito tempo, porém nunca tive muita coragem de mostrar meu trabalho pra ninguém, mas já que na internet todo mundo vira galo cinza (aheuahuehauehauehau), ninguém se importa com a opinião alheia e a maioria das pessoas deixa seu lado “Machado de Assis” aflorar, resolvi publicar o que escrevi até agora. Além de escrever a respeito de coisas que curto, como anime, música, livros e tals… Estou pensando em fazer uns comentários a respeito de coisas que eu curti (ou não), acho que vai ser bem legal, espero poder manter o blog atualizado, e talvez conquistar uns leitores maneiros ^^

Não me importo muito se o blog não for um sucesso, nem se eu não me transformar em uma cybercelebridade (hehe)… Simplesmente quero deixar meus pensamentos registrados, quem quiser que leia, quem não quiser que olhe as figurinhas =]

Bom, como já comentei estou escrevendo um conto bem legalzinho, quem curte um universo medieval vai gostar, creio… sei que não é lá muito inovador, mas sempre tive vontade de escrever a respeito, e talvez os leitores perceberão minhas influências no decorrer da história. Quem não curte esse lance de dragões e viagens por universos paralelos também vai gostar da história, eu estou tentando deixar a personalidade das personagens bem complexa, então surgirão alguns conflitos aí, opiniões se chocando e tals. Se quiserem sugerir algo, sintam-se a vontade, certo! Inclusive, estou aceitando sugestões de título o.o

Bom, fechando esse monólogo estranho de uma blogueira principiante, lá vai um esquenta!!! É só a apresentação dos personagens e tal, e como eles foram parar no “universo alternativo” no qual a história se passa. Sim, eles descobrem que foram parar em um mundo muito parecido com os cenários medievais das sessões de D&D… Ah, se alguém não entender alguma coisa, pode perguntar, add no msn: jeg_heter_caroline@hotmail.com, ou no Orkut [Caroline Kuro Ori no Hina], porque eu uso expressões que alguém que não joga RPG pode não entender… Ou então pode procurar no Google, eu deixo 😉

No title yet

I

Ela abriu os olhos. Não sentiu nenhuma vontade de sair da cama. Por mais que pensasse, não conseguia encontrar uma saída. Sentia-se encurralada. Fechou os olhos, talvez eles não se abrissem mais, uma possibilidade interessante no ponto de vista dela. Alguém bateu na porta e disse algo que ela fez questão de não entender. Obrigou-se a abrir os olhos. “Ainda não foi dessa vez”, pensou.
Era o desejo secreto da garota. Toda a noite antes de dormir pensava em como seria ótimo não acordar mais. O tão almejado estado de não-ser… mas não, o mundo conspirava contra o desejo dela. “Como se alguém se importasse…”, e com esse pensamento saiu da cama. Vinte minutos depois estava a caminho do colégio.
O colégio… capítulo a parte na vida dela. Gostava de estudar, tinha facilidade em assimilar os conteúdos, mas simplesmente não se encaixava em grupo nenhum. Sentava na última carteira da sala, do lado da janela. Ficava a maior parte do tempo olhando para as folhas das árvores balançadas pelo vento, em devaneio, esperando o tempo passar. Até mesmo ela se considerava estranha, porque não precisava prestar atenção no que o professor falava, e mesmo assim aprendia.
Tinha alguns poucos amigos, os excluídos (ou talvez eles mesmos se excluíssem, vai saber). Um grupo de estranhos. Ela não se importava com esse pequeno detalhe. Particularmente, achava muito bom, pois podia ser ela mesma com eles. Quatro rapazes muito inteligentes e extremamente divertidos. Se conheciam há anos e ela não conseguia imaginar um mundo sem eles. Sorriu levemente quando pensou nos amigos, eles eram a razão dela ainda sorrir, mesmo que um pouco. Tornavam a vida dela suportável.
Guilherme e seus óculos quadradinhos, seu cabelo constantemente nos olhos, ar de menino tímido e seus dadinhos de RPG no estojo. Diego era o feliz da turma, viciado em games, sempre com o seu DS nas mãos, sempre com alguma piada infame na ponta da língua. Rafael e seu jeito bagunçado, sua mania de usar expressões em japonês do nada, sempre com um mangá na mochila e citando algum anime. William tinha o cabelo comprido, sorriso luminoso e All Star destruído, sempre com o MP4 no último volume curtindo alguma banda de metal. E ela era um “mix” dos amigos, partilhava quase sempre das mesmas opiniões que eles. Abominavam as pessoas que os rodeavam, todas fúteis, levadas pela mídia, sem opinião própria, massificadas, repetindo padrões que julgavam ser inventados por elas, mas que na realidade foram enfiados nas suas mentes há tempos. Balançou a cabeça para afastar esses pensamentos, enquanto entrava na sala de aula, já tinha se perdido em devaneios…
Sentou no lugar de costume, abriu o caderno, se esparramou na cadeira e começou a olhar as folhas das árvores.
-“Sabe, eu daria tudo para entender porque tu fica encarando essas árvores”. Diego ocupou seu lugar na carteira da frente. Ela sorriu para o amigo, enquanto ele puxa o DS da mochila e mergulha no seu jogo. William chegou logo depois, sentou ao lado de Diego, puxou os fones do ouvido e mandou um “opa”. Rafael, tropeçando nas cadeiras, chega com uma camiseta desbotada, que um dia já fora preta, com a estampa do “L”, sentou na fileira do lado dizendo “Ohayo!”, enquanto Guilherme sentava ao lado da garota, sem falar nada, tirando o cabelo que teimava em cair nos seus olhos. Cutucou a amiga e sussurrou: “Tu anda mais distraída de uns tempos pra cá”. Ela sorriu, um sorriso meio triste, sem tirar os olhos das árvores, sem dizer nada. Passado um momento ela dispara: “Essa é a última semana que passamos juntos”.
Um “QUÊ” uníssono ecoou. Quatro rapazes com caras assustadas olhavam para uma garota que encarava as árvores do lado de fora, com os olhos mais tristes que eles já tinham visto.
* * *
Natália sentiu o nó se formando na garganta. Engoliu em seco enquanto era bombardeada pelas perguntas dos amigos. Quando sentiu que conseguiria falar sem problemas, se virou para eles: “Meu pai resolveu voltar para o Estado onde ele nasceu, minha mãe achou o máximo, e como minha opinião não vale nada, vamos dia 1º do mês que vêm, ou seja, no início da próxima semana”.
– “Cadê a câmera? Isso ta com cara de pegadinha” – disse Diego, enquanto olhava para os lados. William, com um semblante sombrio, não fala nada, assim como Guilherme, que fixa os olhos no nada, perplexo. Rafael sacode a cabeça: “Não tem como tu ficar? Sei lá, na casa de algum parente, na minha casa! Eu converso com a minha mãe, ela gosta de ti, capaz que não vai aceitar!”
– “Eu já pensei nisso, cara. Mas meus pais não querem me deixar pra trás…”. O professor entra na sala e o assunto se encerra, até a hora do intervalo, que dá quinze minutos para os amigos bolarem planos para fazer com que Natália ficasse com eles. Infelizmente ela teve que acabar com a esperança deles: “Gente, eu já disse! Meus pais não vão me deixar para trás, eles deixaram isso bem claro, e como não sou maior de idade tenho que me submeter a vontade deles.” Um silêncio sepulcral caiu sobre o grupo que, cabisbaixo, voltou para a sala de aula.
Após dois períodos de Matemática que se arrastaram, o quintento fazia o caminho para casa chutando pedrinhas. “Rola um RPG sexta, pelo menos? Uma sessão de despedida…”, pergunta Guilherme, tirando o cabelo dos olhos.
– “Pode ser, cara. Mas na minha casa não dá, já começamos a empacotar as coisas, ta tudo bagunçado.”
– “Na minha casa, então. Meus pais estão fora essa semana.”, disse William. Um sorriso se abriu no rosto dos cinco. A casa de William era a preferida do grupo. Era um sobrado antigo, tinha um sótão espaçoso, perfeito para as aventuras de RPG que se estendiam pela madrugada. “Aliás, por que a gente não joga hoje mesmo? Não temos nada do colégio para fazer! Dá pra ir agora pra lá, é só passarmos no mercado antes, porque não tem nada lá em casa para almoçarmos.” William não precisou repetir a proposta, já estavam os quatro puxando carteiras e cédulas amassadas dos bolsos. Porcarias compradas, correram para o sobrado, com a perspectiva de uma tarde melhor que a manhã passada.
Sacolas em cima da mesa, cinco adolescentes espalhados pela cozinha devorando bolachas recheadas e salgadinhos sabor queijo nacho, falando bobagens e rindo. Nem parecia o mesmo grupo que saiu do colégio em clima de enterro.
“Dae, Gui, já tem a aventura pronta, se bem te conheço!” Guilherme abriu um sorriso para Natália. “E ta boa, modéstia a parte!”. William empurra o amigo e Diego gargalha. “Tua modéstia está sempre ‘a parte’ quando o assunto é RPG, cara!”. Natália suspirou. Sentiria saudades daqueles caras. Olhou pela janela e se sentiu atraída pelo jardim como nunca tinha se sentido antes. Aliás, não havia nada lá que pudesse chamar muita atenção. Era um jardim grande, meio fechado por algumas plantas trepadeiras, com um enorme carvalho no centro do terreno. O carvalho… Natália sentiu como se estivesse sendo puxada pela árvore. Uma atração inexplicável. Decidiu não lutar contra, largou seu refrigerante na mesa e saiu para o jardim. Parou na frente do carvalho, o ar parecia denso ali. Ouviu passos, mas não se preocupou em conferir quem era. Os quatro rapazes também sentiram a mudança no ambiente. “William, de boa, esse carvalho é normal?”, pergunta um Diego de olhos arregalados. “Cara, até a pouco era…”. Um misto de medo e curiosidade domina os amigos. “Não sabia que hoje ia acontecer um eclipse solar”, comenta Rafael. Mesmo sem olhar para o céu, Guilherme comenta que não havia lido nada a respeito, nem visto nada na TV. “Então por que ta escurecendo tão rápido?” Rafael ficou sem resposta para sua pergunta. Última coisa que os cinco sentiram foi um peso enorme caindo sobre eles, ao mesmo tempo que seus olhos fechavam sozinhos.

Buenas, é só isso por hoje, volto outra hora com mais uma parte da história e com um release de algum anime =]
Itte kimasu!!!

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Bier
    fev 26, 2010 @ 13:03:00

    Puxa, Carol. É um bom projeto, cheio de futuro. É um tipo de ficção que eu curto… bem derivada do Tolkien, que aliás, tbm não foi o criador de tudo quanto foi coisa, mas foi o responsável pela “feijoada mítica” que nós chamamos de Senhor dos Anéis.
    Um beijo!

    Responder

    • carolhinasama
      mar 04, 2010 @ 18:23:48

      KKK… cara, se tu ler o Anel dos Nibelungos e alguns contos da mitologia nórdica tu vai ver de onde Tolkien buscou inspiração aheuaheuaheuahea 😛
      Mas, de qualquer maneira, o cara era gênio ^^

      Responder

  2. Hay
    mar 09, 2010 @ 22:52:33

    CarooooooooooooooooooooooooooooooooooooooL!

    Muito Baum. Dimais da conta!

    Adorei, pena que eu não puder ler tudo

    Mas prometo que farei isso em breve !

    Te Lovu Carooool! *_*

    Responder

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