E a saga continua…

Olá pessoas! Passando rapidinho pra deixar mais uma parte da saga dos cinco amigos, que ainda não tem nome .-.
III
Cinco jovens de olhos arregalados, escondidos no meio de arbustos, na beira de uma estrada que levava sabe-se lá para onde. Uma estrada na qual, minutos antes, uma carroça puxada por um boi havia passado. Nada anormal, não fosse o fato de dois orcs estarem resmungando coisas ininteligíveis dentro da tal carroça.
– “Alguém, por favor, diz que eu estou sonhando”, disse Diego enquanto se sentia derreter no meio dos arbustos.
– “Ilusão, ilusão, ilusão, ilusão, não é verdade, não pode ser, é uma ilusão, genjutsu, coisa de ninjas, só pode ser um genjutsu, ilusão…”
– “Rafael, se tu não parar vou ser obrigado a te dar um soco na cara!”
– “Tá, William, deixa o cara extravasar o trauma. Eu to mais preocupada é com o Gui. Ele tá com uma cara estranha e não fala nada.” Natália acenou na direção do amigo míope, que ainda parecia estar em choque. Ele foi se virando lentamente para os amigos com um brilho lunático no olhar, um sorriso maníaco a tomar forma nos lábios.
– “Isso, cara, é um live! A gente tá num live medieval!”
Os outros se entreolharam, temendo pela sanidade mental do amigo. Mas, no fim das contas, deram de ombros. Eles não tinham visto os orcs também? Não tinham simplesmente acordado naquele lugar estranho sem saber como?
– “Bom, a diferença é que não temos armas, nem armaduras, poções de cura e não conjuramos magia… Fora isso é como se estivéssemos dentro do Livro do Mestre 3.5 de D&D.” ironizou Diego.
– “Olha, vamos procurar um sinal de civilização. Perguntar onde estamos, se é que isso vai ajudar na nossa localização. Ficarmos parados aqui é que não dá!” Natália, enquanto falava, se colocou de pé e sacudiu o pó do uniforme do colégio que ainda vestia. Não havia passado em casa antes de ir ao sobrado onde morava William. Queria só ver o que a mãe diria se chegasse em casa atrasada. Mãe… para encontrá-la novamente teria que voltar para casa primeiro. Além do mais, estava se preocupando com o que a mãe diria ao invés de se preocupar com o que era mais perigoso do que sua mãe furiosa: orcs. Mas como voltar para casa? Pela primeira vez desde que havia chegado naquele lugar pensou nisso. “Talvez eu esteja dificultando as coisas, vai ver é mais fácil do que imagino. Pode ser que surja um ‘Mestre dos Magos’”. Sorriu da idéia, mas não achou tão absurda. Não tinha visto dois orcs?
Conversaram um pouco e decidiram seguir pela estrada com cautela, caso ouvissem algum barulho se esconderiam novamente nos arbustos. Deram sorte de não encontrar ninguém. Seguiram a direção oposta a dos orcs. Caminharam por meia hora até que a mata foi ficando menos densa e por fim acabou. No limite da floresta perceberam que a estrada descia, levando a um pequeno vale, muito verde, com um riacho de águas cristalinas que descia o monte, circundando uma pequena aldeia. Seguraram o ímpeto de sair correndo estrada a fora, mas seguiram em ritmo acelerado, atravessando uma ponte de madeira, até que chegaram à pequena praça, que estava deserta.
Olharam ao redor e notaram que todas as janelas e portas estavam fechadas. Tão distraídos estavam, observando as casas dos aldeões, que não se deram conta da grande sombra que se avolumava pela praça. Mas o vento e o barulho de asas gigantescas os arrancaram da distração momentânea. O pavor se apossou de seus corações, as pernas não obedeceram quando pensaram em correr, uma sensação de impotência frente ao monstro preencheu suas mentes, nem mesmo o instinto de tentar salvar a própria vida fez com que se movessem. Era inútil… contra algo desenhado para matar, sua fragilidade era gritante.
O dragão vermelho deu algumas voltas no ar, como se estivesse analisando a praça, até que decidiu conferir de perto os cinco pequenos paralisados lá. “Engraçado como cada um reage de um jeito face a morte iminente. Alguns saem correndo, esses resolveram facilitar. Melhor para mim, não estou para perseguições hoje.”, pensou o dragão enquanto pousava suavemente, ou o mais suavemente que sua envergadura permitia, na frente dos jovens estarrecidos.
Então por hoje é só =]
Estou penando pra escrever, a faculdade esse semestre tá punk, fala sério ¬¬ Mas… ossos do ofício, não?
Não custa nada lembrar que comentários são sempre bem recebidos!!!
Itte kimasu o/
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