Surge Abaddon…

Olá pessoas! Nossa, última vez que postei eu estava tão adoidada que nem vi que tinha postado duas partes da história .-. Mas, bom, tenho que aproveitar esses poucos momentos de net disponível pra atualizar o blog, né…

Hoje nossos heróis [?] conhecerão um tiozinho do mal =] O nome dele significa “destruidor”, em hebraico… E descobrirão também um outro nome do tio dragão, que é o mesmo do deus etrusco que governava o inferno. Sim, um pouco de cultura inútil não faz mal a ninguém 😛

Nossa, cada vez que eu escrevo fico mais feliz, coisas que eu nem imaginava colocar na história surgiram na minha mente, to curtindo muito desenvolver essa saga, me divirto muito pensando nas situações… Tá ficando tão legal que nem parece que sou eu a autora, aheuaheuaheuhauehau lol

Fique feliz você também! Colabore com a história: se quiser colaborar com uma crítica maneira, sugerir uma personagem, um nome, um cenário, sei lá, qualquer coisa, comenta aí! Suas palavras serão sempre muito bem recebidas! Sem mais delongas aí vai outra parte da Saga Sem Nome /o/

VII

Não foi difícil sair furtivamente da festa, já que a maioria das pessoas lá dentro estava bêbada, cantando ou dormindo pelos cantos, sem nem mesmo lembrar o motivo que deu inicio à comemoração. Os cinco amigos seguiram o enorme ruivo até a rua, e de lá até o estábulo, onde o homem pegou um corcel negro assustadoramente grande e mais quatro cavalos menores. Deixou um saco de moedas como pagamento pelos cavalos que estava levando e ordenou que os rapazes montassem nos mesmos, que já estavam encilhados. Natália ficou parada esperando que o ruivo trouxesse um cavalo para ela enquanto os amigos tentavam montar sem muito sucesso, mas ele não parecia disposto a isso, pois logo já estava em cima do corcel rindo estrondosamente das tentativas frustradas dos rapazes em dominar seus cavalos. Deixou que se acostumassem com a montaria e se aproximou de Natália:

– “E você vem comigo”, disse enquanto estendia os braços para puxá-la para a cela. Foi instintivo, Natália deu um passo para trás para sair do alcance do homem enquanto sentia o sangue irrigar as bochechas, sacudiu a cabeça freneticamente afirmando que podia ir com um dos amigos. “Ah, pode ir com eles?”, ele perguntou, acenando com a cabeça na direção dos quatro rapazes que ainda tentavam fazer suas montarias se acalmarem, o que aparentava ser tempo perdido porque os cavalos pareciam estar se aproveitando da insipiência gritante dos jovens para se vingar do fato de perderem seu sono, já que foram tirados do estábulo de madrugada. Natália teve que admitir:

– “É, pelo jeito não é uma boa idéia…”. Com essa afirmação o homem não esperou nem mais um segundo, alçou a garota e a depositou na cela do corcel. Ela mais uma vez se arrependeu de ter cortado o vestido tão curto, tentou tapar um pouco da coxa que estava completamente a mostra, tendo menos sucesso com isso que os amigos com os cavalos. Tão preocupada estava com isso que levou um tempo para perceber a proximidade do homem, a respiração dele na sua nuca fez com que os pêlos do seu braço se arrepiassem, e ela sacudiu a cabeça para organizar os pensamentos. “Mas que diabo de dia!”

Por hora parecia que os cavalos tinham cansado da brincadeira de apavorar os jovens, então o homem tomou a frente e deu uma ordem em um idioma que os cinco não entenderam, mas devia ser algo como “adiante”, pois o corcel colocou-se em movimento estrada a fora. Logo adentraram o bosque e não se via nem um palmo adiante do nariz, o que foi logo resolvido pelo ruivo que conjurou uma bola de fogo que ficou flutuando mais a frente do corcel, oferecendo uma claridade fraca. “Não posso fazer nada maior, chamaria muita atenção e essas paragens não estão seguras nesses dias negros”.

“Concordo plenamente com Vossa Excelência”, sussurrou uma voz congelante que parecia vir de todo lugar. Os cavalos pararam subitamente, inclusive o corcel, enquanto na frente do grupo se materializava um homem de pele alva com longos cabelos azuis, trajando um manto de seda branca. Ficava claro que ele era alguém importante a primeira vista, e as feições dele corroboravam a impressão, pois a face longilínea e os olhos azuis transbordavam arrogância.

– “Abaddon, você já foi mais talentoso em esconder sua presença. Sabia que estava por volta desde que adentramos o bosque. O que quer dessa vez?” perguntou o dragão de maneira entediada, como se as aparições do outro fossem corriqueiras.

– “Vejo que dessa vez você foi mais rápido, Mantus. Não é do seu feitio se interessar por assuntos da Ordem. Aliás, todos sabemos que você é a presença mais inútil de lá. Não será dessa vez que vai resolver interferir no curso dos acontecimentos, não é… Serei direto, entregue-me o bando que você está escoltando e seremos muito piedosos no julgamento do seu ato precipitado.”

– “A Ordem não tem nada a ver com minhas ações, e eu não fui precipitado. Ninguém reclamou a posse do grupo, pelo menos até onde sei, e não pretendo entregá-los a você, Abaddon, sei bem o que poderia fazer tendo-os em suas mãos imundas. Se era só isso que tinha a dizer pode desmaterializar essa sua cara arrogante daqui e me deixar prosseguir em paz.”

– “Ora, ora, Mantus… Seus elogios me envaidecem. Se não que deixar todos deixe só a garota comigo, então.”, enquanto falava com sua voz sussurrante e ameaçadora, os olhos do homem analisaram a garota e se demoraram um pouco nas pernas dela. “Ela seria de grande valor para mim, e pagaria a sua dívida para com a Ordem. Que acha?”

– “Não vou me dar ao trabalho de responder essa proposta ridícula. Já disse que pode ir, não vai conseguir nada aqui, tente achar outra para realizar seus caprichos pérfidos!”

– “Não seja hipócrita, sabemos que suas intenções não são muito diferentes das minhas”, disse o homem com um sorrisinho irônico. “Mas eu sei que por hora você não fará nada, apesar de perceber que isso será muito difícil para você. Acho bom controlar seus ímpetos, Mantus, conhece a profecia e sabe que todos dependemos da sua realização! Não jogaria uma vida toda fora por apenas uma noite, não é? Sua estupidez tem limites, espero. E você, garotinha, tranque bem a janela dos seus aposentos durante a noite, ou poderá sentir um vento frio entrando por ela.”

Com essa frase dúbia o homem desapareceu do mesmo modo que tinha aparecido, deixando pequenos cristais de gelo nas folhas das árvores por volta. Natália sentiu um arrepio na espinha que não tinha nada a ver com o ar frio da noite.

Acho que por hoje é só, como diz o tiozinho aquele… Voltaremos =]

Itte Kimasu o/

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5 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Reiks Lionheart
    jul 04, 2010 @ 03:04:43

    Gosta de RPG? gostaria de te pedir 1ajuda ^^

    Responder

  2. felipe
    dez 25, 2012 @ 16:01:36

    mto interessante..nao sei se vc vai querer mas poderiamos conversar para trocarmos algumas ideias?

    Responder

  3. felipe
    dez 31, 2012 @ 09:21:27

    po nao tenho twitter se vc tiver facebook me add la que fica mas fácil da gente trocar algumas ideias

    Responder

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