The Red Castle

Daeee galerinhaaaaa!!! No fim das contas minhas preocupações foram infundadas, pois meu primo amadjeeenho deu um jeito no meu PC e ñ perdi nada *-*

Well, aí vai a continuação da minha saga, espero que gostem de ler tanto quanto estou curtindo escrever. Lembrando que críticas, sugestões e mesmo blablablá sem sentido serão sempre bem aceitos!

VIII

Logo que o mago do gelo desapareceu o ruivo deu a ordem para o corcel prosseguir. Durante algum tempo não se falou nada, mas era muito óbvio que estavam todos curiosos a respeito do que presenciaram. Ordem, Mantus, profecia? Que diabos era tudo isso? Os cinco amigos estavam se sentindo como marionetes, com suas cordinhas sendo puxadas para todas as direções enquanto desconhecidos disputavam o controle de suas vidas naquele mundo estranho. O primeiro a falar foi Guilherme:

– “Por que o senhor nos mentiu a respeito do seu nome?”

– “Eu disse que nomes aqui não são importantes, rapaz. Para mim não são, pelo menos. Quando se vive muito tempo o que resta das pessoas não é o nome, mas seu valor e virtude enquanto vivas. Apesar de ter uma memória muito boa e lembrar todos os nomes das pessoas que conheci, isso se tornou irrelevante para mim, afinal, seres humanos vivem tão pouco tempo, e a maioria é tão insignificante que não vale a pena lembrar de nomes. Eu lembro do que fizeram e pronto, simples assim.”

– “Quantos anos o senhor tem?”, perguntou Rafael um tanto quanto hesitante.

– “Anos? Bom, podemos falar em séculos, talvez até milênios… Mas isso também é irrelevante, não conto mais desde muito tempo. Quando se vive muito tempo isso não importa mais.”

– “Quando se vive tanto tempo o que importa, então?”, perguntou Natália abruptamente. Já estava cansando das respostas evasivas daquele homem, cansando de toda a situação, tanto que as palavras que deveriam ter permanecido no silêncio do pensamento saltaram boca a fora.

– “Bom, já estamos quase chegando, é melhor fazer com que os cavalos acelerem o passo. Vocês ainda precisam dormir para que possamos conversar melhor, afinal, mentes cansadas não assimilam nada, e eu preciso explicar muita coisa, não?”, falando isso, o homem deu outra ordem e os cavalos saíram em disparada, fazendo com que os quatro garotos se agarrassem às crinas dos mesmos de um jeito apavorado.

“Mais uma evasiva, ótimo!”, pensou Natália enquanto o vento batia em seu rosto. Logo teve a sensação que sentar seria algo bem difícil no outro dia, e a dor acabou apagando momentaneamente a raiva que estava sentindo do ruivo que estava a segurando muito gentilmente para que não caísse da cela do corcel.

Passado um tempo de marcha bastante acelerada chegaram ao sopé de uma elevação e perceberam que no alto da mesma havia um grande castelo. O sol já estava começando a surgir no horizonte, e quando seus raios alcançaram o castelo, um brilho avermelhado refulgiu das pedras da construção.

“Caraca, casinha discreta!”, disse Diego, enquanto seu cavalo começava a subir uma encosta escarpada, com muitas pedras soltas. Por enquanto não havia perigo, mas a partir da metade da trilha os amigos começaram a se preocupar de verdade, pois nenhum deles queria ter a experiência de rolar até o vale, sendo assim trataram de se agarrar ainda mais forte nos cavalos que a essa altura já suavam e resfolegavam em virtude do esforço feito até àquela hora.

Quando finalmente chegaram ao castelo e desceram dos cavalos, os jovens perceberam o quão exaustos estavam. Natália foi colocada no chão e aproveitou para esticar as pernas, caminhando um pouco pela volta. Atrás do castelo o terreno descia levemente até um lago muito verde. Lá de baixo não se podia ter noção do tamanho gigantesco do castelo ou mesmo do terreno, era tudo muito lindo e o amanhecer dava um toque a mais em tudo, principalmente no castelo que refletia a luz avermelhada. “Mágica”, pensou Natália enquanto sorria. Aqui essa seria a explicação lógica para a maioria das coisas que encontrasse. Perdida nos seus devaneios Natália nem sentiu a aproximação do ruivo que a assustou quando perguntou o que ela achava do lugar. Ela murmurou um “bonito” e virou a cabeça para o lado oposto ao homem, que sentou no chão e suspirou. Os raios de sol faziam o cabelo dele cintilar um vermelho vivo, como se fossem labaredas, era algo muito bonito de se ver e Natália não resistiu a tentação de sentar e ficar admirando aquele espetáculo logo ao lado dela.

– “Seus amigos já foram deitar, não quer ir descansar também? Foi um dia longo para vocês, e os próximos serão mais.”

A garota estava realmente muito cansada e não viu por que recusar a oferta de dormir em uma cama macia. Levantou e deu meia volta depois de admirar mais um pouquinho a paisagem. Não tinha dado nem dois passos a voz do homem a fez parar. “Quando se vive tanto tempo o que importa é o que sentimos durante a nossa existência. Poderia não lembrar dos nomes, ou das palavras exatas que usaram quando falaram comigo, mas ainda assim lembraria de como as pessoas me fizeram sentir. Lembro muito bem de todos que me fizeram sentir raiva, ou daqueles que me fizeram sentir mais corajoso durante uma batalha. As faces e os nomes se perderam na bruma que chamamos de passado, mas os sentimentos permaneceram, até hoje.”

Por essa resposta Natália não esperava, ainda mais vinda de um dragão. Mas como o absurdo por essas paragens era chamado de corriqueiro, deu uma breve olhada para trás e um leve sorriso para o ruivo que a observava com um rosto sério. Dirigiu-se para o castelo onde encontrou duas mulheres limpando um hall suntuoso, cheio de tapeçarias que relatavam histórias de guerras em seus desenhos. Parou para admirar algumas e percebeu que em todas estava a figura de um homem ruivo de armadura vermelha, sempre liderando outros tantos homens que provavelmente já estavam mortos há muito tempo. Uma das mulheres se aproximou da garota e perguntou de maneira submissa se Natália desejava algo antes de ir deitar. Com a perspectiva de uma cama e horas de sono, a garota nem conseguiu pensar em algo que quisesse mais do que esticar o corpo e respondeu que queria ir direto para o quarto.

Foi levada até uma porta enorme, que dava acesso a um quarto amplo, com uma cama enorme, um baú cheio de jóias, um armário vinte vezes maior do que o que ela tinha em casa e um espelho de uns três metros de altura e cinco de largura, com uma moldura também dourada. Talvez as mulheres estivessem supondo que por ser ela também uma mulher, era daquelas que não vivem sem um espelho. “Bom, isso é irrelevante agora”, pensou, enquanto se atirava na cama mais macia que já havia experimentado. Não demorou nem um minuto e ela já estava dormindo. Acordou com uma gargalhada estrondosa, sentou-se na cama rapidamente, enquanto o ruivo cruzava os braços e se escorava na soleira da porta.

– “Acho que minhas criadas confundiram você com outro tipo de visita. Esse é o meu quarto, vamos, venha para o que mandei preparar para você antes.”

Ainda confusa em virtude do sono, seguiu o homem cambaleando pelo corredor, até que chegaram a outra porta, esta bem mais modesta do que a última. Foi direto para a cama, sem nem agradecer e deitou novamente, bocejando. O ruivo sentou na beira da cama e ficou observando a garota com um sorriso nos lábios, que logo desapareceu quando pensou em como explicaria tudo aos jovens. Resolveu ir procurar algo que pudesse ser útil na sua biblioteca, mas antes ia deitar um pouco também, afinal, dragões também cansam. Estava quase fechando a porta quando se deu conta que a janela estava aberta. “Por via das dúvidas, melhor fechar”. Sabia bem que Abaddon não era louco a ponto de invadir o castelo, ele podia ser um arrogante falador, mas era cauteloso a ponto de ser covarde, ainda mais quando se tratava de Mantus. Além do que, não queria pensar no que ele podia fazer à garota caso a tivesse nas mãos, pois Abaddon era muito conhecido por seus fetiches sádicos. Só pensar nisso já deixou o ruivo furioso, mas ele atribuiu o fato ao ódio antigo que sentia pelo mago do gelo, que, aliás, era recíproco.

Era isso minha gente… Pretendo postar um desenho que fiz do meu ruivo 😉 Pra vocês verem como é que imaginei ele, mais ou menos ^^ O desenho tá em preto e branco, mas ficou bem legal, modéstia a parte. =D

Um bom findi pra vocês, não esqueçam de dar um kissu na mãe amanhã e FELIZ ANIVERSÁRIO, YURI aeeee \o/ Meu primo amadjeeenho 🙂

Itte kimasu, minna-san o/

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