Os amigos do ruivo

Olá pessoas =]

Depois de séculos tia Carol posta mais um pedaço da saga aeeee *clap clap clap*

Sem mais delongas, aí vai…

IX

Devia ser umas duas horas da tarde quando Natália acordou. O sono que tivera foi deveras reparador, sentia-se nova, tirando a leve dor que a cavalgada deixara de recordação. “Confundida com outro tipo de visita… E ele ainda achou graça!” Ficou divagando sobre como seriam as outras mulheres que visitavam o ruivo e por fim atirou o travesseiro longe bem na hora que uma das criadas abria a porta. A pobre coitada se atirou de joelhos no chão pedindo perdão por ter acordado a garota tão abruptamente, e levou algum tempo até que ela conseguiu convencer a criada de que não tinha atirado o travesseiro longe por causa dela. Por fim, a moça, mais calma, avisou que o almoço estava servido e os outros jovens já estavam comendo. Natália agradeceu, lavou o rosto com a água de uma jarra que estava sobre uma cômoda, e seguiu a moça até um grande salão, onde seus amigos estavam em volta de uma mesa enorme, comendo toda sorte de coisas gostosas. Depois de um tempo o ruivo adentra o salão:

– “Então, como dormiram? Espero que meus humildes aposentos tenham sido de vosso agrado.”, disse Mantus enquanto entrava no salão, sorrindo. Sentou-se e ficou observando a voracidade com a qual os jovens devoravam a comida. Natália não pode deixar de notar como ele estava bonito, mais ainda do que esteve na noite anterior. Os cabelos estavam presos na nuca com um rabo-de-cavalo, botas de montaria e calças pretas, assim como a camisa, com uma gola V muito aberta, deixando uma boa parte do peito a mostra. A garota se perguntou se ele se dava conta o quão lindo estava e se era proposital, e o sorriso que ele deu quando a flagrou observando-o deixou claro que a intenção dele era essa mesma. “Dormiu bem depois que saiu do meu quarto?”, ele perguntou de uma maneira que dava a entender outra coisa, e Natália só fez que sim com a cabeça, enquanto os amigos se entreolhavam boquiabertos.

– “Não tem nada a ver com o que vocês estão pensando!”, ela tentou explicar, mas era inútil, a imaginação daqueles pervertidos já devia estar voando a quilômetros de altura.

O ruivo gargalhou da situação, enquanto pegava uma jarra de cerveja e uma caneca. Levantou e pediu para que os jovens o seguissem, foi em direção ao jardim e sentou-se debaixo de uma árvore muito frondosa. Encheu a caneca e tomou tudo de um gole só. “Acho que devo algumas explicações. Não sei muito bem por onde começar, mas acho que o momento em que encontrei vocês na praça daquela aldeia seria um bom ponto de partida. Meu primeiro pensamento foi o de sempre: ‘ah, um aperitivo’, até porque eu planejava varrer aquele lugar do mapa. Foi então que percebi uma energia extraplanar emanando de vocês e lembrei-me de uma profecia muito antiga que falava a respeito de um grupo de heróis de outro plano e grandes realizações. Ainda não tenho certeza de que vocês são realmente o grupo citado, mas as chances são grandes, e a aparição de Abaddon ontem só veio confirmar ainda mais a minha suspeita.”

Os jovens ouviam a tudo com uma expressão de interesse. No fim da explicação ficaram em silêncio olhando para baixo até que Diego resolveu falar o que resumia o pensamento de todos: “Olha, cara, eu acho que vocês estão cometendo algum engano aqui. Nós não temos nenhuma habilidade que possa nos ajudar a realizar grandes feitos. Passamos a vida toda só interpretando personagens que nos conferiam grandes poderes e status em um mundo imaginário, mas agora, do nada acordarmos em um lugar desses, dar de cara com um dragão, com um louco que se desintegra no meio do nada, um castelo que brilha… sabe, é um pouco demais pra todos nós! Não sei se você consegue imaginar um mundo onde não tem nada disso? Pois bem, nós somos de um lugar onde nada disso existe!”

– “Sei que pode parecer estranho para vocês, mas em breve já estarão acostumados.”

– “Mesmo assim, qual é nosso papel nessa profecia? O que a gente tem que fazer? E, mais ainda, como é que a gente vai voltar pra casa depois disso tudo?”

– “Bom, essa parte da profecia ainda não está totalmente clara. E, como eu disse, pode ser que vocês nem sejam o grupo de heróis, apesar de essa possibilidade ser quase nula. E sobre mandar vocês de volta, bem, eu não sei como fazer isso, não trabalho com esse ramo, mas tenho contatos que trabalham com isso. Tenho que falar com alguns amigos a respeito da situação e já me informo sobre isso. Aliás, convidei esses meus amigos para aparecerem por aqui hoje, eles devem chegar a qualquer momento, creio.”

– “Ah, mais uma coisa! Por que você nos falou que seu nome é um se na realidade é outro?”, perguntou Rafael.

– “Bom, essa pergunta já deixa um gancho para poder explicar sobre a Ordem. Algumas pessoas realmente habilidosas com magia fundam ‘ordens’ para poderem trocar estudos e experiência. Eu faço parte de uma dessas organizações já faz muitos anos, foi através dela que fiquei sabendo sobre a profecia, aliás. Os amigos que convidei também fazem parte da sociedade, e aquele imbecil arrogante que encontramos ontem também. Nossa Ordem é muito poderosa no reino, e fora dele ela também é conhecida. Mas depois de algum tempo acabei me afastando, a história é longa e irrelevante. Bom, como estava dizendo, o nome tem relação com a Ordem porque quando somos iniciados nela podemos escolher um nome novo, eu escolhi Mantus, e é assim que sou conhecido por aqui. Mas não é um nome do qual tenho orgulho, pelo menos não mais. Respondidas as indagações?”

– “Até onde sei os assuntos da Ordem são secretos, Mantus, querido…”. Os jovens olharam para trás e deram de cara com uma elfa de longos cabelos negros e olhos cinza. Ela trajava um manto negro que lhe cobria os pés, mas tinha uma racha até a coxa que deixava toda a perna direita a mostra, assim como seu colo que denunciava um farto par de seios. Era um belíssimo exemplar de mulher, caminhava de maneira suave, seus pés pareciam não tocar o chão. Aproximou-se do grupo, e eles puderam conferir o cajado que ela empunhava de perto. Era todo branco e muito comprido, da altura dela mais ou menos, ou seja, 1,75m. Abriu um sorriso luminoso para todos e mais uma vez puderam ouvir sua voz rouca:

– “Viajo tanto tempo e é isso que você me oferece? Cinco crianças? Mantus, querido, acho que esse tempo longe da Ordem não lhe fez muito bem. Posso, só olhando para eles, dizer que os talentos são nulos”. Seu olhar se demorou na garota sentada no chão. Estreitou os olhos e fez uma expressão que se parecia muito com desprezo. Depois conferiu atentamente os outros quatro rapazes e quando seus olhos encontraram William, sorriu abertamente. “Bom, gostei desse aqui. Poderia conferir as habilidades dele na minha torre, que acha, Mantus? Já posso levá-lo?”

– “Está louca, Lilith? Se um deles se vai antes de todos estarem aqui o que é que vou fazer? Você sabe muito bem como são nossos colegas.”

– “E nós sabemos muito bem como Lilith é. Quando ela resolveu sair correndo na nossa frente já suspeitamos das intenções dela. Além do mais, você não pode simplesmente ir pegando o que mais lhe agrada e levá-lo, sua inconsequente! Todos combinamos que primeiro iríamos testá-los, depois dividi-los!”, disse um homem de longos cabelos negros, com diversas adagas presas nas pernas por fivelas, um cinto com alguns saquinhos pendurados e uma camisa branca puída, acompanhado por mais algumas pessoas. O grupo se aproximou e logo foi sentando pelo chão, o que levou os jovens a pensar que essas reuniões no jardim eram bastante comuns.

O grupo era composto por um casal de feições orientais, que se apresentou como Arashi Tamaki e Arashi Sayuri. O clã Arashi era muito conhecido por suas habilidades com katanas e outras armas. Tamaki era a personificação de um samurai, e Sayuri parecia uma gueixa, o que fez com que Rafael quase tivesse um enfarte. Ele não tirava os olhos do casal, sorrindo como uma criança que via o Papai Noel pela primeira vez.

O outro integrante era um loiro de 2m de altura, que vestia uma armadura reluzente e carregava uma espada quase do seu tamanho. Apresentou-se como Selig, o justo, um paladino, o que arrancou um suspiro de Guilherme, e todos os amigos perceberam que, se tivessem mesmo de ir com um daqueles estranhos, o jovem de óculos já tinha escolhido seu mestre.

Galamion era o nome da elfa que chegou montada em um lobo gigantesco. Ela não falava muito, mas era muito bonita, com cabelos dourados e olhos verdes. Natália sentiu uma simpatia imediata pela mulher, e pelo jeito a recíproca era verdadeira, o que veio a se confirmar quando o lobo, Balder, se aproximou da garota e deitou a cabeçorra no colo dela.

John Siannodel tinha feições élficas, carregava um arco sem corda e não havia nenhuma aljava com flechas sendo carregada, o que logo chamou a atenção de Diego.

Por fim, o homem que tinha as adagas atadas às pernas se apresentou como Chaos. “Nome sugestivo, não?”, sussurrou William para a amiga que estava ao seu lado.

– “Bem, esses são os amigos dos quais estava falando. Eles estão aqui para conversarmos a respeito de vocês e irmos direto ao que interessa: o treinamento”, disse Mantus como quem começa uma reunião.

– “Oh, que injusto, Mantus, querido! Alguém vai ficar sobrando quando a divisão for feita! Eu quero meu brinquedinho extraplanar!”

– “Ora, vamos, Lilith! Eles não são brinquedinhos! E chega com essa história, vamos começar a divisão. Garotos, vocês esperem por aqui um tempo, nós temos que conversar um pouco e quando voltarmos vocês conhecerão seus mestres.”

– “Só um pouquinho, senhor dragão! Como vocês podem pensar em nos tratar como um bando de filhotes, do qual vocês têm de escolher um para levar para casa! Acho que temos condições de opinar a respeito! Como será feita essa separação, quais critérios? Se somos tão importantes assim, por que não partilham as informações conosco? Não podemos agir no escuro!”, adiantou-se Guilherme.

– “O rapaz tem razão, Mantus. Acho que até fica mais fácil se testarmos as habilidades deles. Sendo assim cada um treinará com aquele que tiver mais afinidade na vocação. Não adianta nada eu levar alguém que tem mais habilidades em ilusões e o Chaos levar alguém que domina bem a Luz, por exemplo.”

– “Selig tem razão, Mantus. Vamos testá-los rapidamente, mas creio que a Natureza já fez seu trabalho e nos conectou assim que chegamos”, disse Galamion.

– “Bem, que os testes comecem, então!”

Sim, eu sei q o capítulo [?] tá grande, mas é que me empolguei a fu qd escrevi ^^ Vou tentar ser mais caprichosa com o blog, ele tá tão atiradinho ¬¬ Logo darei um jeito na situação…

E, com a máxima dos porcos de Revolução dos Bichos, encerro esse post: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”

Leiam e entenderão, meus amigos… o livro é ótimo e faz a gente refletir um monte. O final é incrível: “não se sabia mais quem era porco e quem era homem…Não vou entrar em assuntos de política aqui porque a proposta do blog ñ eh essa, mas leiam o livro e falem comigo depois pra compararmos nossas ideias.

Itte kimasu, minna-san o/

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