E os mestres escolhem seus discípulos…

Olá… então cá estou para deixar mais um pouco do meu devaneio ^^ Hope you like it =D

X

Nenhum dos jovens tinha noção de como seriam os testes mencionados pelo grupo de amigos do dragão. Estavam todos apreensivos quando, muito rapidamente, foram inundados por uma sensação de cansaço e a única coisa na qual conseguiram pensar foi no quanto seria bom fechar os olhos um pouquinho, e no quanto um cochilo de uns dez minutinhos cairia bem. William foi o único dos jovens que continuou bem, até estranhou quando os amigos começaram a bocejar freneticamente. O rapaz olhou em volta e se sentiu um ratinho de laboratório, com todos aqueles caras fodões olhando para ele. Começou a se perguntar se havia algo de errado consigo, já que era o único absolutamente normal ali. Chaos sorriu amigavelmente para o rapaz:

– “Vejo que o jovem resiste bem às ilusões. Provavelmente dominaria essa arte com maior facilidade. Podemos fazer um teste mais profundo depois, mas por hora posso dizer que você será meu discípulo”. William acenou com a cabeça afirmativamente, enquanto os amigos pareciam se recuperar bem da sonolência.

Galamion reforçou o que havia dito antes: “A Natureza já fez sua parte. A garota será minha aluna, pois Balder nunca teria tanta afinidade com um estranho que nada tivesse a ver comigo. Com certeza as magias da Natureza são seu caminho, criança”. Natália acenou afirmativamente com a cabeça, mesmo pensando que não teria como dizer não, já que aquelas pessoas pareciam saber mais a respeito dela e dos amigos que eles próprios. Levantou-se e foi sentar mais perto da elfa e seu familiar, apesar dos pesares se sentia bem ao lado dos dois e pressentiu que a convivência com ambos seria fácil.

Siannodel tirou seu arco das costas e pediu para que os jovens restantes atirassem aleatoriamente com ele. “Vou facilitar nesse primeiro momento, não vou definir alvo, certo!”. Rafael foi o primeiro, segurou o arco sem corda sem jeito e olhou para o homem de orelhas pontudas parado a sua frente. “Isso aqui é assim mesmo?”. John riu do rapaz e explicou que a corda e as flechas eram o rapaz que teria de criar. Pediu licença e tomou o arco do rapaz, e de repente um feixe de luz ligou uma ponta do arco à outra. Com a outra mão Siannodel puxou do primeiro feixe um segundo, com a forma de uma flecha. Lançou a flecha no nada e, sorrindo, entregou o arco, que já estava sem corda de novo, para Rafael. O rapaz já tinha visto coisas estranhas demais, mas aquela ali parecia uma cópia barata do Ishida, e o pior é que ele nem gostava muito de Bleach. “Acho que isso não é pra mim, cara!”, deu meia volta e sentou-se novamente ao lado de Guilherme, que ainda lançava olhares brilhantes sorrateiramente (ou pelo menos ele supunha que eram sorrateiros) para o paladino. Diego não perdeu tempo e pediu para que John explicasse melhor o que ele tinha de fazer. “Muito simples,” – respondeu o meio-elfo, – “Você só tem de controlar sua energia e canalizá-la para o arco, depois puxe um pouco para criar a flecha e lance. É preciso concentração no início, depois flui naturalmente”. Diego se posicionou com o arco e franziu a testa, em meio minuto nada tinha acontecido e os amigos já se entreolhavam preocupados, mas o rapaz não desistiu e, de repente, um feixe de luz ligou uma ponta do arco à outra. Dava para notar que estava instável, pois o diâmetro do feixe aumentava e diminuía, mas ao menos ele tinha conseguido algo. Ainda com a testa franzida, e já muito suada, Diego puxou outro feixe do primeiro, levantou um pouco mais o arco e lançou a flecha. Olhou para o dono do arco que o cumprimentou efusivamente, enquanto seus amigos aplaudiam. Sentou-se orgulhoso no chão, enquanto Rafael comentava que ele parecia um Quincy, o que fez muitas caras de “que diabos é isso” aparecerem entre os amigos do dragão.

Finalmente o paladino levantou-se com sua espada, o que fez com que Guilherme se empertigasse todo. Ele daria a vida para que o gigante loiro o escolhesse como seguidor. “Para ser um paladino é preciso querer, e muito. É preciso ser leal, justo e muito forte. Força se adquire, mas lealdade e justiça são princípios que um paladino deve possuir desde jovem. Se um de vocês dois se julga em condições de seguir esse caminho, que venha comigo!” Guilherme não esperou duas vezes e se jogou para o meio da roda. “Então o jovem pensa ser o mais capaz dos cinco para ser paladino?”, perguntou Selig. “Mas é lógico, eu nasci pra isso, senhor!”. Os olhos do loiro se estreitaram com a resposta do jovem, ele hesitou um pouco para responder. “Que seja. Veremos o que o futuro nos reserva.”

Lilith suspirou e olhou para Rafael com ar de desprezo. “Diga-me, jovenzinho, você se sente atraído pela morte e seus mistérios?”. O rapaz arregalou os olhos, pensando em como seria ser treinado para o que quer que fosse por aquela mulher. Ela era linda, mas o intimidava, ele nunca se sentiria a vontade com ela por perto. Além do mais, ele ficara encantado pelos irmãos Arashi, e já se via com uma katana nas mãos e usando hashi para comer. “Não, senhora, a morte não me atrai, mas também não a temo”, respondeu. Os irmãos se entreolharam de maneira significativa e Rafael sentiu que tinha dado a resposta certa. A elfa revirou os olhos, visivelmente entediada, e não se deu o trabalho de responder ao rapaz.

Bem, então o jovem pode treinar comigo por um tempo. Não prometemos milagre, mas se ele for realmente digno e trabalhar com afinco poderá ser útil futuramente”, disse Tamaki. Não era bem o que Rafael esperava ouvir, mas ser escolhido para treinar com o clã Arashi já o fez ficar com um sorriso que mal cabia na sua cara.

Creio que eles farão um bom trabalho. Podem não parecer dignos de nota agora, mas com nossa ajuda se tornarão ótimos guerreiros, e cumprirão sua parte na profecia. Daqui algum tempo nos encontraremos novamente para discutirmos o progresso – ou não – deles. Mas por hora vamos comer algo, estou com um buraco no lugar do estômago!”, disse Mantus. Os jovens e seus respectivos mestres acompanharam o ruivo até seu castelo, onde comeram até não poder mais. A única pessoa que se retirou antes da refeição ser servida foi Lilith. Nenhum dos seus parceiros de Ordem pareceu se preocupar com isso, mas os jovens não conseguiam confiar na elfa. “Essa Lilith é de confiança mesmo? Aquela mulher faz com que eu me sinta estranho”, perguntou Rafael, o que arrancou gargalhadas do dragão. “Ora, rapaz, ela também já fez com que eu me sentisse estranho! Um belo exemplar feminino, não?”

Natália ficou um tanto mal-humorada com o comentário, e lutou para não deixar isso transparecer, enquanto o amigo totalmente ruborizado tentava explicar o que havia dito. A mesa foi posta rapidamente pelas criadas e logo a conversa deu lugar ao silêncio, apenas perturbado por um eventual tilintar de louça ou um “me passe o pão, por favor”.

Era isso, até uma próxima ^^

Anúncios

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. rodrigogodinho
    jun 07, 2010 @ 04:04:19

    hehehehe “me passe o pão, por favor” muito bom, um bom quebra clima, testarei essa tecnica.

    Responder

  2. Sandman
    jun 12, 2010 @ 01:35:03

    Ah! continue please!
    O Ruivo é um personagem muito bom.
    (o’.*#]O-(^.^Q)

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: