Mais do que podemos acreditar…

Então, pessoas ^^ Cá estou eu, postando algo com um título profundo, heeein =D Mas a parte de hoje da saga trata mais ou menos disso ^^ Dúvidas surgem nos corações dos jovens, e até mesmo os mestres sentem certo receio em relação ao que está por vir para o quinteto extraplanar… Sem mais delongas aqui vai mais uma pequena parte do meu devaneio ^^

XI

Depois do lanchinho da tarde, os jovens se reuniram em uma sala ampla do castelo do ruivo, com muitas almofadas espalhadas pelo chão e um tapete espesso e luxuoso, enquanto os outros foram para a biblioteca do dragão a fim de conversarem sobre assuntos que, segundo eles, não era de interesse nem importância para os forasteiros. Logo que foram deixados a sós os jovens começaram a falar ao mesmo tempo, coisas como “isso é uma insanidade”, “não acredito”, e “viu o tamanho daquela espada?”. Levou algum tempo até que pusessem a cabeça no lugar e falassem de maneira ordenada.

– “Sinceridade, isso é loucura. Meus sonhos estão se realizando, cara! Ser escolhido para seguir o paladino, nossa, não tenho palavras para explicar o que senti naquela hora. Falando sério, tenho até um pouco de medo de uma hora acordar e descobrir que nada disso aconteceu”.

– “Não sei não, Guilherme. Isso está ficando cada vez mais estranho, e o que é pior, perigoso! Tem noção do que pode acontecer com a gente? Aquela galera ali não está nem aí pra gente, estão nos usando! Ficam falando de profecia e o diabo a quatro, mas ninguém nos explicou o que vamos ter de fazer efetivamente. Se fosse fácil eles já teriam feito. E tá na cara que eles são poderosos, mesmo que não tenham feito nada. Qual é, gente, pode ser legal viver nesse universo paralelo, mas ninguém merece servir de marionete! E, já pensando no pior: e se a gente morrer aqui?”

– “Credo, Diego! Isola isso, cara… Bem, eu também não consigo me sentir totalmente tranquila com essa situação. Não sabemos como voltar pra casa, o remédio é fazer o que nos pedem e torcer para que nos enviem de volta. Perigoso é, mas eles parecem acreditar na gente, então algum potencial devemos ter, não acham?”, Natália falou essa última frase de maneira hesitante e todos sentiram um peso enorme nos ombros, além de ter a sensação de que o último filete de esperança se esvaía.

Bem, quase todos, pois o único que não parecia ser afetado pelo pessimismo que enchia a sala era Guilherme. “Mas é claro que tenho potencial. Não sei quanto a vocês, mas eu me sinto completamente pronto para enfrentar o que quer que apareça na minha frente! Nossa, já até consigo ver: eu, entrando em uma pequena cidade, coberto de sangue, arrastando minha espada, enquanto os cidadãos vêm me cumprimentar, me carregam nos ombros e gritam meu nome, enquanto eu alego com uma voz cansada que tudo que fiz foi em nome da justiça!”. Terminou a narrativa com um brilho estranho nos olhos, e mais uma vez os amigos se entreolharam preocupados com a sanidade do rapaz de óculos.

* * *

Enquanto isso, na biblioteca do castelo, ocorria uma discussão acirrada entre os amigos do ruivo. Estavam todos preocupados com o destino dos jovens, pois nenhum deles parecia confiar muito no potencial dos mesmos.

-“Veja bem, Mantus, a sombra que se espalha por essa terra não é, de modo algum, uma ameaça com a qual eles possam lidar! Sejamos sinceros: se fosse assim tão fácil há muito já teríamos acabado com ela! É insanidade treinar esses jovens e mandá-los para uma jornada cujo destino sabemos que é a morte. Eu não quero passar o resto da minha existência com sangue inocente nas minhas mãos, sabendo que podia ter evitado o pior mas que, ao invés disso, fui conivente com esse absurdo.”

-“Ora, John, o rapaz que será seu discípulo se saiu tão bem, mesmo nunca tendo treinado nada do gênero. Você devia estar mais confiante na capacidade dele. Quem me preocupa é o jovem que deseja ser paladino, e sei que você também se sente inquieto a respeito, Selig. O brilho nos olhos dele já foi visto em outros olhos, e você sabe o que isso significa.” – disse Galamion, lançando um olhar muito significativo ao loiro que estava escorado na parede com um ar pensativo.

-“Sim, não é difícil perceber que o rapaz vai dar trabalho. Mas creio que posso afastar esse ideal maluco da cabeça dele. Seria uma vergonha deixar mais um cair na tentação. Farei minha parte, mas o resto será com ele, só espero que minhas lições façam com que ele coloque os pés no chão”.

-“Pois é o que todos desejamos, caro amigo. Além disso, acreditamos no seu trabalho. Creio que devemos ter mais fé, pois com muito treinamento eles podem desenvolver uma técnica muito superior às nossas expectativas.”, comentou Sayuri, ao que seu irmão complementou: “Antes de algum tempo de treino é inútil conjecturar a respeito da capacidade de cada um. Não devemos perder mais tempo: vamos levar os jovens imediatamente, voltaremos a nos encontrar em breve para discutirmos o real potencial e aptidão dos jovens.”

Todos concordaram e foram deixando a sala um a um, até que ficassem apenas o dragão, que se manteve quieto durante a discussão, e Galamion. O homem olhava com um ar perdido pela janela, enquanto a elfa tentava decifrar os pensamentos do amigo. Balançou a cabeça, esboçando um leve sorriso, montou no seu lobo e seguiu para o corredor. Ouviu a voz do amigo chamando por ela e se deteve. Ele estava parado na frente da porta e perguntou com um ar casual: “Então, vai treinar no lugar de sempre?”. Havia mais por trás daquelas palavras do que o homem demonstrava, mas Galamion sempre pegava as coisas no ar, e a única resposta que o ruivo teve foi uma gargalhada cristalina.

Olhaaaa zennntiiiiii (imitando o Gluglu) 😛

Espero que tenham gostado =D Ah, sim, quero aproveitar para agradecer o Mr. Sandman (me lembra Blind Guardian ^^) e o Rodrigo pelos comentários… Eles serão sempre bem-vindos!!! 😀 Gosto de saber o que pensam a respeito do blog ^^

Acho que é isso, bom Dia dos Namorados pra quem tem, e pra quem ñ tem: lembrem-se, eh só mais um dia inventado pra gastarmos dinheiro (Y) Maldito capitalismo 😛 aheuaheuhaeua

Itte Kimasu minna-san /o/

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4 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Sandman
    jun 13, 2010 @ 02:47:47

    RAHHH! Yeah! Yeah!
    Foi pouco, foi pouco…
    Obrigado pelo “Mr.” hahahahahah
    Tava photoshopando (virou verbo agora ¬¬) e fiz isso, se gostar, coloque no blog.

    http://img688.imageshack.us/f/bannerdevcarol.png/

    Abraços e t+.

    Responder

  2. Sandman
    jun 13, 2010 @ 05:36:40

    Opa!
    Usa essa que eu acho que ficou melhor (ou não).

    http://img175.imageshack.us/f/bannerdevcarolup.png/

    t+.

    Responder

  3. C. Hazard
    jun 19, 2010 @ 05:25:15

    Cara, o mendes saudadando parece o Serginho Malandro com o “Rahhhh Yeah Yeah!” ^^.

    Pois bem, mesmo sem internet vou comentar um pouquinho, estou torcendo para o dragão (é claro!) e para a morte do Galamion ^^.

    E boa montagem Sr. Mendes Malandro.

    Abraço e “Cala Boca Galvão!”

    Responder

  4. Sandman
    jun 20, 2010 @ 03:48:31

    É que a Carol veio com o “Olhaaaa zennntiiiiii”, então eu queria começar com algo engraçado (pra mim pelo ou menos)hahahhahahahah

    Responder

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