A separação

Olá pessoas 😀 Depois de MTO tempo estou de volta trazendo mais uma pequena (ou ñ tão pequena assim, vai do hábito de leitura que a pessoa tem ^^) parte da saga…

Hope you like it =]

XII

Logo chegou o que todos temiam: a hora da separação. Nenhum dos jovens tinha conseguido digerir aquilo tudo, mas como Natália havia dito, esperavam que fazendo aquilo a que tinham sido destinados fossem mandados de volta. Bem, talvez a exceção fosse Guilherme, que estava em estado de êxtase quando Selig o convocou para partirem.

– “Creio que já tiveram tempo o suficiente para se despedirem, não é mesmo? Agora vocês devem seguir seus mestres e com eles permanecer até que uma nova reunião seja convocada, e isso nem mesmo nós sabemos quando. A única coisa que posso pedir é que se empenhem nos treinamentos, e só posso desejar sorte a todos. Estarei à disposição para o que precisarem, amigos.” – disse Mantus, depois apertou a mão de todos, desejando sorte mais uma vez. Segurou a mão de Natália segundos a mais do que o necessário, enquanto a garota sentia que algo havia sido depositado na sua palma. Disfarçou e guardou um pedaço de pergaminho dentro da bolsa que havia ganhado para carregar mantimentos para a viagem. Após todos se cumprimentarem, desejarem sorte e lançarem olhares preocupados uns aos outros, cada um seguiu para uma direção diferente, lutando para não olhar para trás e denunciar o medo que comprimia seus estômagos.

O castelo do dragão ficava nas Colinas Vermelhas, assim chamadas pelo brilho que a edificação emitia sob a luz do sol. Ao sul dali ficava o Charco dos Bandidos, e além dele a Muralha Sul, uma cordilheira de montanhas muito antiga. Foi a única coisa que Chaos informou a William quando chegaram ao vale depois de saírem do castelo. Não mencionou para onde estavam indo, mas o rapaz tinha uma vaga idéia. Não gostava de pensar que iriam atravessar um charco com aquele nome, e tentou parecer casual quando perguntou: “Há muitos ataques de bandidos por lá?”. Chaos olhou sem expressão para o rapaz: “O que você acha?”, e a resposta fez William emitir um ruído estranho quando engoliu em seco.

Diego e Jonh seguiram para o oeste, em direção ao mar. Segundo Jonh havia muitos anos que ele morava em uma cidade litorânea chamada Yallasch. Teriam de atravessar o Bosque de Jundar, mas segundo o arqueiro a região era muito tranqüila e não havia com o que se preocupar. Cavalgando rumo ao oeste os dois tiveram oportunidade de conversarem melhor sobre o treinamento e Jonh dava mostras de ser um mestre preocupado, assim como Diego se mostrava um discípulo muito interessado. Jonh comentou que o rapaz tinha uma grande força de vontade por ter tentado usar o arco mágico na frente de todos e ter persistido no teste até conseguir concentrar a energia de maneira que pudesse lançar a flecha. “Ainda existem muitas coisas a aprender, mas eu acredito em você, jovem!”, disse um meio-elfo exultante por ter seu primeiro aprendiz.

O paladino e seu seguidor tiveram um início bem diferente. Selig estava acostumado a viajar sozinho e Guilherme não conseguia manter a boca fechada, fazendo diversas perguntas sobre quanto tempo ele levaria para criar músculos como os do seu mestre, quando comprariam uma espada para ele, ou divagando sobre como ele seria incrível como servidor da justiça. “Você julga conhecer muito a respeito da função de um paladino, não é mesmo, rapaz?”. Guilherme, notavelmente aborrecido por ter sido arrancado de suas fantasias, respondeu: “É lógico, sonho em ser um paladino desde os dez anos de idade! No meu mundo paladinos não existem, sabia? É um mundo idiota, e muito injusto. As pessoas realmente legais nunca são reconhecidas como tal. Aqui, finalmente, poderei mostrar o meu potencial e…” – Selig interrompeu: “Perguntei porque até agora você não fez a única pergunta pertinente no momento. Sem uma divindade para servir, qual é a razão da existência de um paladino? Antes de saber de espadas e músculos você deveria se interessar pelo seu real mestre, rapaz!”. Guilherme riu e olhou para o paladino como se ele fosse uma criança ingênua: “Caro Selig, não perguntei porque já tenho a resposta para isso! É lógico que servirei ao deus da justiça!”. O loiro suspirou enquanto balançava a cabeça. “O caso é se ele vai aceitar você, garoto…”, pensou com pesar. A dupla continuou em silêncio para o leste, onde depois de um ou dois dias de marcha entrariam no Bosque de Shaar, descendo para o sul até as Colinas de Rathgaunt, onde se encontrava o templo de Heironeous, deus da Justiça e Honra, muito venerado pelos paladinos daquela região.

Se estivesse a pé, Rafael estaria saltitando. Apesar de todo o medo e da sensação de que as coisas não dariam certo de jeito nenhum, se sentia feliz por poder treinar com um samurai de verdade. Além do mais, não conseguia desprender os olhos de Sayuri, mas a moça era muito quieta e andava com os olhos fixos no horizonte. Tamaki explicou que estavam seguindo para o seu vilarejo, Saigon, a noroeste das Colinas Vermelhas, na encosta da Montanha Torsh. “É uma região tranquila, a maioria das pessoas que lá moram cultivam arroz nas margens do rio Naga. Mas não se deixe enganar, rapaz, por trás da aparência simples há guerreiros valorosos. Todos praticam o estilo do clã Arashi a mais tempo do que podemos contar, nosso pai é o senhor daquelas terras, assim como o pai dele foi, e o pai do pai dele… Tenho certeza de que você será bem recebido, já esperávamos por um discípulo forasteiro, mas não sabíamos que seria tão forasteiro assim”. Rafael sorriu pensando em como seria o vilarejo, imaginando o seu treinamento. Por fim, falou de maneira firme: “Me comprometo em não desapontá-los, então!”.

Galamion e Natália seguiram para o Norte, montadas em Balder. Segundo a elfa, iriam atravessar o Bosque Dusky, contornar o lago do Vapor e entrar na Floresta de Ankh, onde ela costumava passar o verão com Balder. “Eu o encontrei no coração da floresta, perdido. Bem, eu também estava perdida na época, pois fugi da minha terra natal e vaguei por muito tempo até adentrar na mata. Ter uma vida longa parece sem sentido quando não temos motivo para continuar, depois que minha família foi dizimada eu pensei muito em segui-los para além do Vale da Névoa, mas algo me moveu em direção à Ankh. Então encontrei Balder, e junto dele o que sentia que me faltava: um amigo. Alguém que se importasse comigo, e por quem eu me importasse. E fiquei morando lá e convivendo com a Natureza, com a qual já tinha certa ligação, porém isso se intensificou. Um dia, a própria Ehlonna apareceu para conversar comigo, e me disse que já era hora de sair dali. ‘Teus dons são muito especiais, tu deverias utilizá-los em outras paragens, criança. Tens a minha benção se um dia te sentires a vontade para isso”, então ela me deu um beijo na testa e desapareceu. Desde aquele dia tenho na testa um crescente azul, mas ele só aparece sob o luar. Bem, chega de falar de mim, não é mesmo? Posso ver que algo lhe aflige…”. Natália confirmou a suspeita da elfa: “Bem, é que não me sinto segura andando sozinha por aí com aquele tal de Abaddon a solta”. Galamion pareceu desapontada: “Mas você não está sozinha! Eu e Balder estamos com você! Talvez esse ‘sozinha’ signifique ‘sem Mantus por perto’, mas não há motivo para preocupação, muito dificilmente uma serva de Ehlonna das Florestas será atacada por aqui”. Natália tentou inventar qualquer coisa para justificar o fora que havia dado, mas a elfa era mais astuta do que a garota podia imaginar.

Próximo post: Uma sensação de perigo toma conta do coração de todos. Estariam nossos heróis [?] prestes a ter seu primeiro conflito? Aguardem…

AHUEHAUEHAUHEUAHEUA

Kissu kissu minna-san o/ Itte Kimasu ;*

{E um Feliz Dia do Amigo atrasado pra todo mundo :P)

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