Intenção assassina: uma sensação de perigo surge

Olá pessoas… Finalmente atualizando o blog 😛

XIII

Durante poucos dias a viagem foi tranqüila. Mas conforme se aproximavam de seus destinos as coisas pareciam mudar. Não era algo perceptível a olho nu, não era o clima, era algo que os fazia olhar em volta o tempo todo. Os mestres perceberam a mudança no estado de espírito dos seus acompanhantes, mas nada comentaram. O que os jovens estavam sentindo agora eles estavam sentindo há muito tempo. Tinham certeza absoluta de que estavam sendo seguidos desde o primeiro passo que deram para fora do território de Mantus, e se até mesmo aquelas crianças conseguiam sentir era porque os inimigos não estavam mais fazendo questão de esconder sua proximidade. Já tinham uma vaga idéia de onde poderiam ser atacados, mas não queriam desviar da rota previamente estabelecida. Mantus estava atento aos sinais e, caso qualquer coisa ocorresse, o dragão os ajudaria. Por isso não podiam se afastar do combinado. Mas a intenção assassina começou a preocupar os jovens, que logo não conseguiram mais manter o silêncio e romperam em protestos apavorados.

“Não sei se você percebeu, caro paladino, mas já faz algum tempo que estamos cercados de uma energia nada positiva!”, exclamou Guilherme indignado. Selig que mantivera silêncio por quase todo o percurso se obrigou a responder pelo menos a isso: “Talvez, caro aprendiz, eu já tenha sentido há muito tempo e só não falei para que não soubessem que estamos preocupados. Mas agora você e sua boca gigante já estragaram meu plano. Teremos que arcar com as conseqüências de seus atos impensados”, e baixou a voz para acrescentar: “Veja bem, rapaz, se formos atacados quero que fique por perto e NÃO TENTE NADA, compreendeu? O alvo deles será você, mas com certeza eu posso lidar com eles sozinho, e qualquer atitude sua que não seja ficar parado só iria me atrapalhar. Sei que você acha que já é um paladino, mas você não sabe nada sobre como é uma batalha de verdade. E, além disso, eu também não quero ver seus sonhos se apagando por causa de uma morte prematura”, e com essa frase Guilherme ficou quieto pela primeira vez desde a partida do castelo do ruivo.

“É você o responsável por essa sensação de perigo, Chaos? Faz um tempo que comecei a me sentir desconfortável, parece que alguém está nos observando. Por acaso está testando a minha capacidade de percepção ou algo do gênero?”. O homem balançou negativamente a cabeça, depois deu uma olhada preocupada para os lados. “Não, eu não costumo brincar com esse tipo de coisa. Vou lhe pedir uma coisa, William, se caso nós formos atacados não tente nada imprudente e não saia de perto de mim, entendeu. E use isso também, vai deixá-lo imune contra a maioria das magias, mas infelizmente não contra espadas, portanto fique esperto!”, disse Chaos enquanto estendia uma espécie de amuleto para o jovem. Era um colar comprido com um pingente que parecia uma máscara de carnaval de Veneza, com um sorriso estranho esculpido. O rapaz agradeceu e colocou o amuleto no pescoço e, de alguma forma, aquilo pareceu tranqüilizá-lo um pouco. “Esta é uma das representações de Olidammara, o Ladino Sorridente, é o deus que eu venero. Muitas vezes já fui salvo graças a esse amuleto, que passou de mão em mão na minha família até chegar a mim. Além disso, é sempre bom ter algo na manga, tome este punhal e o esconda bem. Só use em caso de extrema necessidade, certo!”. William apanhou o punhal das mãos do homem e o examinou bem. Era uma arma muito bem feita, parecia ser frágil, mas ele tinha certeza de que serviria bem caso necessário. “Bem, realmente espero que eu não tenha que conferir a eficácia desses presentes”, refletiu o rapaz.

Muito antes de Rafael sentir que algo estava estranho, Sayuri já tinha lançado diversos olhares significativos ao seu irmão. Tamaki recomendou que acelerassem o passo dos cavalos e logo estavam praticamente galopando. Ocorreu ao jovem, depois de algum tempo, que talvez eles estivessem preocupados com algum tipo de perigo que pudessem encontrar durante a noite naquelas paragens. “Senhor, corremos algum tipo de risco se ficarmos nesse vale muito tempo? É que sinto que estamos em perigo, não sei porque… é como se alguém estivesse nos perseguindo sem que conseguíssemos ver”. Sayuri, que havia galopado mais a frente dos dois, voltou depressa e escutou o que o rapaz havia dito. “Não há porque esconder que estamos sendo observados, mas ainda não consegui descobrir por quem. Onii-sama, é melhor que um de nós vá na frente, a Estrada Dourada está próxima e em terreno aberto não nos atacariam. Pelo menos creio que não… Caso um de nós caia em uma emboscada podemos lançar um sinal e…”, mas a jovem foi interrompida por seu irmão: “Não iremos nos separar, Sayuri. Mantus nos recomendou que ficássemos juntos, e na rota combinada. Se o confronto for inevitável não há muito o que fazer. Você, Rafael, fique por perto e siga Sayuri se a luta nos for desfavorável. Eu darei um jeito e irei logo depois. E não contestem minha decisão, é assim que agiremos e ponto final”. Rafael não gostou muito do plano de Tamaki, mas como não conseguiu pensar em nada resolveu concordar. Sayuri pareceu indignada a princípio, mas logo voltou a seu aspecto vigilante, com os olhos fixos no horizonte.

Jonh Siannodel e Diego aos poucos foram silenciando, os assuntos foram morrendo, até que o jovem não conseguiu mais esconder sua preocupação: “Estamos sendo seguidos, não é mesmo?”, com a resposta afirmativa do meio-elfo o rapaz quis saber a quanto tempo, mas o outro se negou a responder. “Isso não importa, mas sim por quantos e por quem. Apenas um de nós tem condições de lutar, seremos uma presa fácil se surpreendidos. Fique com meu arco, mas só use em caso de extrema necessidade. Eu me viro bem sem ele, não se preocupe”. Mas, mesmo diante da confiança do mestre, Diego não conseguiu relaxar durante um bom tempo do percurso.

Natália e Galamion entraram no Bosque Dusky no meio da tarde do segundo dia. Aquele lugar era sombrio, frio, soturno. E, somado ao ambiente, uma onda de desconforto tomou conta da garota. “Nossa, esse lugar não nega o nome! É realmente um lugar sombrio, mas essa sensação ruim não vem do Bosque. O que é isso?”. Galamion, que não parecia perturbada, respondeu simplesmente: “Há pessoas que têm a capacidade de emanar vibrações sombrias, Natália. Quando vocês encontraram Abaddon se sentiram desconfortáveis, não? Pois bem, ele não está por perto agora, mas quem está nos seguindo tem praticamente o mesmo dom, e é quase tão insuportável quanto aquele mago. Mas não se preocupe, ninguém me atacaria em um bosque, por mais despreparado ou desesperado que fosse.” Mal a elfa fechou a boca ouviram um estrondo no meio das árvores. Balder parou de repente, e Galamion desceu puxando Natália consigo. A garota, de olhos arregalados, se agarrou ao braço da mestra, sem saber o que fazer. “Vou precisar desse braço, mocinha… Não deixe que ele te domine desse jeito, se ficar apavorada ele vai conseguir o que quer. Confie em mim, eu serei sua mestra somente se você acreditar na minha capacidade!”. A contra gosto a garota soltou a elfa, que se manteve serena enquanto o barulho de passos se aproximava. Logo o inimigo apareceu, e por muito pouco Natália não tombou de joelhos no chão. “Go…go…go… GOLEM!!!”

Esse capítulo é dedicado a Michy *-* que lê a história e curte… além de estar esperando impacientemente pelos capítulos que prometi ^^ Caco, I love u \o/ {Isso foi gay mas ñ estou nem aí .-.}

Kissu e até o/

Itte Kimasu, minna-san!

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