E as batalhas continuam…

Olá, pessoas! Pois bem, postando a continuação do capítulo anterior… Espero que gostem o/

 

XIV [II]

Rafael segurou uma exclamação quando Tamaki sacou sua katana. Pararam os cavalos e os irmãos ficaram a postos. De repente, cinco homens saltaram das sombras e um foi lançado longe por um raio, que fez o jovem otaku fechar os olhos e depois, não conseguindo esconder sua surpresa, olhar para Sayuri. A jovem estava flutuando, dentro de um campo que ela criara, com os cabelos esvoaçando. Pelo que Rafael pode perceber, ele não era o único surpreso com a situação, pois os homens que os atacaram pararam por um momento, olhando com espanto para a cena inusitada, mas logo retomaram a investida. Dois atacaram Tamaki, e os outros dois avançaram para onde Rafael estava, mas estes não duraram muito, e desta vez ele conseguiu ver como Sayuri lançava seus raios. “Oh, meu Deus, ela parece o Raiden!”. Com as duas ameaças postas por terra, a jovem desfez o campo do seu redor e, calmamente, como se nada tivesse acontecido, foi pegar o cavalo que tinha se afastado um tanto do local. Quando Rafael lembrou de Tamaki, ele já estava ao seu lado, perguntando se estava tudo bem. “Mas, eu nem vi o que você fez! Aqueles outros dois… eles… você…”. Tamaki não pode deixar de rir do garoto. “Acho que minhas habilidades continuarão um mistério para você, pelo menos até chegarmos ao nosso destino.”

* * *

Desde que chegaram àquele mundo, Natália e seus amigos já tinham visto “ao vivo” coisas que só faziam parte da “realidade” das sessões de RPG, como orcs, um dragão, teletransporte, um lobo gigantesco, elfos, flechas de energia, coisas desse gênero. Mas a sensação de medo que ela sentiu quando deram de cara com um golem no meio das árvores do bosque só era equivalente ao pavor que sentiu do dragão no meio da praça no primeiro dia. As pernas não respondiam ao comando óbvio de “Corre!”, o suor brotou das têmporas e começou a escorrer pelo rosto, ela não assimilava o que Galamion dizia, ficou parada no mesmo lugar, sem saber o que fazer, e lá continuou mesmo depois da elfa ter dado um jeito no monstro. Galamion tentou tranquilizar a moça, dizendo que aquilo não era desafio para ela, mas como percebeu que Natália não estava prestando atenção, resolveu agir e depois acalma-la. Balder já estava mostrando seus dentes e, com um comando de Galamion atacou as pernas do golem que caminhava na direção da garota. A elfa ergueu as mãos para o céu e, depois de alguns murmúrios, várias árvores tomaram vida e atacaram o golem, enquanto galhos o prendiam pelos braços e a terra o prendia pelos pés, assim, em poucos minutos a criatura estava impossibilitada de se mexer, sendo despedaçada pelas patas de Balder e por um pequeno pelotão de árvores enfurecidas. Galamion deixou que seus servos terminassem o serviço e foi falar com Natália, que continuava no mesmo lugar, com a mesma expressão de espanto. “Então, você se sente mais segura ao nosso lado agora? Eu tenho a magia, Balder tem a força, somos uma boa dupla. Vamos, sente-se um pouco, tivemos sorte por não termos de enfrentar aquele que criou o golem”. A elfa tinha o poder de acalmar as pessoas, e aos poucos a garota foi ficando menos tensa, secou o suor da testa, balançou a cabeça e suspirou. “Sabe, não sei até quando vou conseguir aguentar essa pressão toda. Ser atacada, ter de aprender a fazer coisas que até alguns dias atrás eu nem acreditava que fossem possíveis, eu… Eu… Acho que vocês escolheram o grupo errado, ou melhor, a pessoa errada! Meus amigos com certeza serão ótimos guerreiros, mas, olha pra mim, o que de especial eu conseguiria fazer? Eu devia ter ficado para trás, no fim das contas eu vou só atrapalhar mesmo”. Algum tempo se passou até que o barulho do golem sendo destruído parasse, Balder voltou para o lado da sua mestra e os três ficaram parados, quietos, ouvindo apenas o barulho do vento. “Sugiro que você abandone essa falta de confiança, Natália. Não creio que seja um acaso você ter chegado aqui com seus amigos. Cada um de vocês tem um papel importante a cumprir, mas isso ainda é um mistério até mesmo para nós, por isso acredite mais no seu potencial, e você pode não gostar de ouvir isso, mas precisa. Vamos andando, temos um bom pedaço de chão pela frente”. E, meio a contra gosto, Natália levantou e começou a caminhar, pensando a respeito do que sua mestra tinha dito.

 

Por hora é isso, breve mais atualizações…

Itte kimasu, minna ;*

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