“Na direção da estrela”

Olá, pessoas! Pois então, finalmente atualizando o bloog, introduzindo uma personagem nova na saga… grandes planos 😉

De férias vai ficar mais fácil escrever, além disso, estou com ideias para novos trabalhos, vamos lá, ócio criativo owns =D

Explicando rapidamente o título do post, o nome Elenna significa “Na direção da estrela” em quenya, um dos nomes de Númenor, e foi retirado do Silmarillion.

XIV (V)

Enquanto esses combates aconteciam, um ruivo olhava com ar perdido para o horizonte. Sentado na janela do seu quarto, Mantus não conseguia evitar a ansiedade por notícias. Há muito os amigos tinham partido e ainda não tinham comunicado a chegada aos seus destinos. “Bom, devem ter se atrasado em virtude das companhias. Eles não estão acostumados com cavalos, pelo jeito.” O dragão sorriu quando lembrou da noite em que arrastou os jovens para seu castelo. “Creio que se eu for atrás deles as coisas podem se desenvolver melhor, não aguento mais ficar parado aqui. Mas, não… meus amigos ficariam um tanto quanto irritados se eu aparecesse, com aquela história de ‘você nunca cumpre sua parte nos acordos’ e coisas desse tipo. Tenho de tentar me distrair por enquanto, talvez a biblioteca seja o lugar mais propício para tal.”

Pegou um livro qualquer da estante e sentou-se para ler. O assunto do livro era a guerra que servia como divisa entre as duas eras antigas, quando os humanos ainda eram recentes no mundo, bárbaros e rústicos. Depois daquela primeira guerra os elfos ensinaram alguma coisa para os humanos, mas como eram um tanto orgulhosos não passaram todo o conhecimento para a raça mais nova. “Por isso muitos humanos ainda lembram seus ancestrais, não ficaram com os elfos tempo suficiente para assimilar seu bom gosto e cultura, muito menos sua prepotência. Por um lado isso foi bastante bom, esse corte nos laços. Mas, de qualquer maneira, foi um tempo divertido, já os séculos que se seguiram após esses acontecimentos foram mórbidos, e depois chegaram os anos de Luz… Minha nossa, não sei porque não escrevi nada ainda, esses autores se apegam a detalhes tão insignificantes, o que realmente interessa é colocado de lado quase que propositalmente! Quem sabe depois de acabarmos com essa ameaça eu escreva algo, memórias de um tempo esquecido, apagado. Uma maneira sutil de matar a saudade”. Levantou-se e deixou o livro no lugar, passou o dedo nos livros da prateleira, caminhando por toda sua extensão. Subiu as escadas e abriu o livro que estava em cima da mesa no mezanino do lugar. Não se cansava de ver as imagens pintadas ali, eram quase que reais. “Talvez o fato de eu ter estado lá ajude um pouco…”

Folheou algumas páginas e achou a imagem preferida, uma das tapeçarias do hall tinha sido inspirada nela, com a pequena diferença de que a peça omitia um participante fundamental dos eventos. No livro ela aparecia, com seus cabelos esvoaçantes e armadura brilhando sob o sol, empunhando uma espada que parecia grande demais para ela, mas que usava com uma destreza impressionante, sem falar na força descomunal. Mas apesar de ser uma guerreira excepcional, também era uma mulher incrível, gentil, sagaz, bem-humorada. “Nossa, eu te atribuo adjetivos demais, não? Mas o que melhor lhe descreve é ‘teimosa’, sem sombra de dúvidas, não é mesmo, Elenna.”

 

Voltaremos o/

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