Chaos wins!

William e Chaos continuavam no meio do nada, sendo procurados sem sucesso por Nadine. O rapaz podia perceber que o mestre estava se divertindo muito, apreciando a mulher que parecia cada vez mais frustrada e furiosa. “Veja bem, essa é sua primeira lição: o que você acha que é capaz de fazer com um poder ilusório?”, pergunta o mestre sorridente. William falou de maneira tão hesitante que a resposta soou mais como outra pergunta: “Iludir pessoas?”. O mestre estreita os olhos para o discípulo, com ar de indignação: “Ora, esperava mais criatividade de você! A chave de um bom ilusionista é a criatividade, quanto mais criativo você for, mais convincente a ilusão vai ser, assim como quanto mais poder mágico você tiver, mais real ela vai parecer. Isso se adquire com tempo de treino, não é comum alguém sair criando exércitos ou dragões. Sempre há os prodígios, mas faz séculos que não aparece alguém assim, e não espero que você consiga”, ele ignora os olhos desapontados do rapaz e continua: “Saber o ponto fraco do seu inimigo ajuda muito, pois geralmente as pessoas ficam momentaneamente incapacitadas de pensar quando dão de cara com algo que elas realmente temem. Eu, por exemplo, sei que a única coisa capaz de deixar Nadine com medo é isso…”. A explicação foi interrompida por Chaos, ele fixou o olhar na moça que estava de costas para a dupla no momento, com uma mão na cintura e outra coçando a cabeça, denunciando confusão. E, magicamente, William vê surgir uma figura que desejava não ter conhecido, Abbadon, o mago do gelo. Com sua voz fria a cínica, ele fala: “Então, mulher, não conseguiu nada ainda? O prazo que o Mestre deu acabou, ele ordena que você volte imediatamente. E prepare seu lombo, você sabe que ele não vai deixar isso passar impune!”, e antes que ela pudesse responder, a ilusão criada por Chaos desapareceu. O rosto de Nadine ficou lívido, e antes de desaparecer também, ela ainda olhou ao seu redor na tola esperança de encontrar Chaos e William, que riam com vontade do que acabara de acontecer. “Então, satisfeito com o que em breve você fará? Espero que isso tenha te animado um pouco. Vamos, ainda há um longo caminho pela frente”. E os dois seguiram sua jornada, enquanto o rapaz de cabelos compridos imaginava tudo o que poderia fazer assim que dominasse a arte da ilusão.

 

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Jacéa
    jan 18, 2011 @ 00:01:17

    Gostei muito da sua narração, muito mesmo! Ela é super fluente, muito gostosa de ler. Meus parabéns! Pra mim mais do que a história, o jeito que ela é contada é importante. Gostei muito!

    Responder

  2. Fernanda Lawrence
    fev 06, 2011 @ 08:54:56

    Curti seu blog! 🙂

    Sempre que der, darei uma passadinha aqui.

    Beijinhos!

    Responder

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