Comeback

Então… Depois de muito tempo, cá estou eu. Passei um longo tempo apagada nessa vida. Na realidade, eu me afundei numa negação da realidade no segundo semestre. Mergulhada, upando um char em um jogo online, e estudando. Sem comer, sem dormir… Só jogando e estudando. Parei de sair. Parei de achar as coisas divertidas. E por quê? Boa pergunta. Não posso apontar outro culpado que não seja eu mesma. Eu desapareci do msn, desapareci do Twitter, a ponto dos meus amigos e minha família me deixarem recados offline perguntando, com preocupação, por mim. Quantas vezes entrei no meu msn e vi mensagens do tipo “Mande um sinal se estiveres viva”. E a única coisa que essas mensagens me provocavam era tristeza. E vergonha. Mas, mesmo assim, eu não reagia. Não queria reagir. Minha vida real foi trocada descaradamente pela virtual. Um lugar onde eu evoluía e pessoas me achavam legal e zás… E agora passou. Ou mudou de matiz, o que acho mais provável.

Eu não preciso dar explicações da minha vida pra ninguém. Certas coisas eu não falo nem pra minha mãe. Mas escrever sempre foi uma das maneiras pelas quais eu melhor me expresso, além disso, sempre gostei de escrever porque me ajuda a pensar melhor sobre as coisas, coloca minha cabeça em ordem. E acho que chegou a hora de eu sentar e ter uma boa conversa comigo mesma.

Então, mocinha… Quer dizer que você simplesmente escolheu ficar letárgica, enquanto toda a dor que muita coisa te causava ia te corroendo por dentro? Grande novidade… Não foi a primeira vez, não é? Sorrisos tristes, dias cinzas, vento… Não reagir a nada. Levar a vida como se nada mais pudesse te surpreender, como se nada mais valesse a pena. Considerando a vida um fardo. Assim como a velha da história de Cândido, em cuja boca Voltaire colocou sábias palavras. Levar a vida numa relação de amor e ódio. E depois levar, sem sentir nada. Automaticamente.

E mais uma vez apareceu alguém. E, sabe-se lá por qual capricho dessa sua mente, você resolveu dar uma chance. Era lógico, cristalino, óbvio… que jamais daria certo. Sei que você nunca precisou de motivos para nada. Agir por impulsividade. Mas, sério, dessa vez meio que passou dos limites. Mostrar um lado seu tão caricato. Dar à pessoa o que ela queria. Passou dos limites. Não seria legal se te enganassem assim. E, o que é pior, ter de suportar toda a onda de amor e devoção. Por fora sorrir, e por dentro estar total e absolutamente indiferente. Sim, você fez isso e não pode negar. Shame on you. Shame on me. Mas, o que está feito, está feito. Agora cansei dessa brincadeira, cansei mesmo. O problema é que pessoas não são brinquedos (infelizmente), e não podem ser descartadas. Mesmo que já tenham te descartado antes. Lembre-se que você é diferente nesse sentido. Diferente porque quando você é descartada, você assume sua insuficiência e sai de campo. Você não corre atrás. Mas as pessoas não são como você (pelo menos a maioria). As pessoas, quando são descartadas, tendem a correr atrás, a tentar entender o motivo pelo qual isso aconteceu com elas. Tenho um pouco de raiva desse tipo de gente, mas… bem, não vem ao caso. A questão é que você agora quer descartar e a pessoa parece não aceitar isso bem. Não quero, nunca quis, um romance. E, chega a ser hilário, porque a pessoa fica se contradizendo o tempo todo, oscilando do “eu gosto de você” para o “estou tentando ser malignozinho com você, por favor, sinta-se ultrajada”. Só que chega uma hora que cansa. E eu cansei. E esse cansaço se espalha para todos os âmbitos da minha vida.

Sinceramente, há poucas, pouquíssimas pessoas com as quais eu converso sem que o tédio tome conta de mim. Quando foi que tudo se tornou tão desinteressante? Quando foi que começaram a rir de mais do mesmo? Quando foi que eu me tornei tão… insensível a tudo? Mais uma vez vou assumir a culpa. Já que é muito óbvio o fato de ser impossível que subitamente o mundo todo tenha se tornado chato. Minha percepção mudou. Eu fiquei velha, que seja. Porque, de boa, eu já fui mais tolerante. Beeeem mais tolerante.

Então… Acho que as coisas mudaram de matiz. Continuo entediada. Mas, mudei de abstração. Parando pra pensar, minha vida sempre foi recheada de abstrações… Não que isso seja ruim. Não considero, pelo menos. E sobre as coisas que antes me atormentavam e me machucavam? Bem… acho que depois de muito pensar a respeito, eu só posso sorrir e considerar que todas as experiências são válidas. Aprendi. Não vou cometer os mesmos erros. Só tenho a agradecer, coleciono ótimas lembranças. That’s all. Creio ter colocado os pingos em alguns is. Além disso, já estava mais do que na hora de tirar as teias de aranha e o pó do blog, né… ;*Imagem

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. henriquemayer
    abr 09, 2012 @ 23:09:34

    Tá faltando uma escada de igreja numa noite de lua cheia nesse corpo hein!
    Se é que tu me entendeu 🙂

    Responder

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