I don’t believe in fairy tales

Como se fosse realmente um conto de fadas.

Isso não é um conto de fadas.

Um sorriso toma forma nos lábios dela.

Minhas concepções são tão diferentes das suas.

Não há contos de fadas. Não há princesas em castelos.

Há pessoas tomando seus caminhos, deixando outras para trás, pessoas que vivem anos juntas e não se conhecem. Há desconfiança, solidão e medo. Há vazio. Mas não há fadas. Não há unicórnios. Não há magia. Há lágrimas, conformismo e repetições automáticas (in)conscientes de padrões sem humanidade.

É como se estivesse fora do corpo, fora do mundo, em um plano diferente, observando. Consternado, o anjo se limita a observar, sem nada poder fazer. Mas o anjo sente realmente? O que ele sente? Ele sente? Duvida da própria capacidade de sentir? Ou apenas observa?

O que aconteceu com a felicidade? Existe realmente felicidade? Ou estamos todos fadados à melancolia e a felicidade é o ópio, prazer momentâneo, uma mentira?

Queria pensar em você como o anjo que observa. Mas qual a função dele? E será que todas as coisas têm realmente uma função? Eu tenho uma função no mundo? E se tenho, qual seria?

E o anjo observa, de um plano superior. E penso nele, no que ele sente, se ele sente. E subitamente me pergunto se ele realmente existe, ou se é apenas uma alegoria para a minha tristeza.

Eu nem sei por que me sinto assim 
Vem de repente, um anjo triste perto de mim Image

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5 Comentários (+adicionar seu?)

  1. mik
    out 02, 2012 @ 18:01:33

    oi? :3
    parabéns pelo blog

    Responder

  2. mik
    jan 22, 2013 @ 00:50:50

    Ah. Oi. Você não me conhece. e~ê

    Responder

  3. Gabriel
    ago 05, 2013 @ 13:55:36

    Pouco mais de ano após esta tua postagem e depois do fim do mundo, cá estou eu admirando tua escrita.
    Gostei da maneira como você abordou esse sentimento da perda inocência em contra ponto à descoberta do sujeito niilista que observa pasmo pessoas anulando a si próprias diante diante de suas rotinas, com a única finalidade de manter a roda girando… não se sabe pra onde…

    Não sei se estou exagerando mas é assim que entendi e me identifiquei com o texto, um fragmento de existencialismo. Uma visão de mundo à qual me sinto atado desde cedo em minha vida mesmo antes de conhecer as definições filosóficas para o que eu sentia com relação ao mundo a minha volta. Bom o teu texto despertou em mim uma vontade de ouvir um álbum que a muitos anos eu não ouvia, apesar de a álbum inteiro passar pra mim a mesma sensação, há uma música em especial deixo ai o refrão:
    ——–Age of Innocence———
    So we can only get one chance, can we take it?
    And we only got one life, can’t exchange it
    Can we hold on to what we have, don’t replace it
    The age of innocence is fading… like an old dream

    *ps: desculpe a extensão do comentário

    Agora com vossa permissão, vou continuar passeando pelos teus Devaneios.

    Responder

    • hinasama
      set 09, 2013 @ 03:06:14

      Nossa, que grata surpresa (: Entrar no blog depois de tanto tempo e me deparar com um comentário assim.
      Fico feliz que tenhas gostado do meu texto e que ele tenha te despertado tal sentimento… Iron é uma banda maravilhosa, não posso deixar de me sentir orgulhosa por algo que eu tenha escrito ter te lembrado essa música.
      Sinta-se livre sempre para entrar aqui, apesar de eu não ter certa frequência nos posts.
      E obrigada por comentar ^^

      Responder

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