Tales of love and death

Poucas coisas se parecem tanto com a morte quanto o amor realizado. Cada chegada de um dos dois é sempre única, mas também definitiva: não suporta a repetição, não permite recurso nem promete prorrogação. Cada um deles nasce, ou renasce, no próprio momento em que surge, sempre a partir do nada, da escuridão do não ser sem passado nem futuro. Nem no amor nem na morte pode-se penetrar duas vezes. Assim, não se pode aprender a amar ou a morrer. E não se pode aprender a arte ilusória de evitar suas garras e ficar fora do seu caminho. Chegado o momento, o amor e a morte atacarão, e o pegarão desprevenido.

Bauman, sempre tão eloquente.

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